• "A corda ainda prende o pé, mas eu já fugi daqui tantas vezes que não sei se vou voltar..."
• "De cada dia arrancar das coisas, com as unhas, uma modesta alegria; em cada noite descobrir um motivo razoável para acordar amanhã."
(Ana Morais, Portugal)
❝ Fosse o que fosse, a coisa atravessou o céu com toda a sua monstruosidade amarela, rasgou o céu com um estrondo estonteante e sumiu na distância, deixando atrás de si um vácuo que se fechou com um bang! alto o suficiente para empurrar os ouvidos para dentro do cérebro. Outra coisa amarela veio em seguida e fez exatamente a mesma coisa, só que ainda mais alto. É difícil dizer exatamente o que as pessoas na superfície do planeta estavam fazendo agora, porque na verdade elas próprias não sabiam direito o que estavam fazendo. Nada fazia sentido - correr para dentro de casa, correr para fora de casa, gritar surdamente no meio da barulheira. Por todo o mundo, as ruas das cidades explodiam de gente, carros se enfiavam uns nos outros quando o barulho desabava sobre eles e depois se afastava, como um gigantesco maremoto sobre serras e vales, desertos e oceanos, parecendo achatar tudo aquilo que atingia. Apenas um homem permanecia parado, olhando para o céu, com uma tristeza imensa nos olhos e protetores de borracha nos ouvidos. Ele sabia exatamente o que estava acontecendo, e já o sabia desde que seu sensormático subeta começara a piscar no meio da noite ao lado de seu travesseiro, fazendo-o acordar assustado. Era por isso que ele vinha esperando esses anos todos, mas quando decifrou os sinais, sozinho em seu pequeno quarto escuro, sentiu um frio no coração.
2:13 pm 27/5/2012
— Douglas Adams, O Guia Do Mochileiro Das Galáxias
❝ Mas uma hora a gente cansa de bater na porta de quem não abre.
2:00 pm 27/5/2012
— Clarissa Corrêa
❝ Mas o nosso destino foi escrito sob o som de uma banda qualquer.
1:48 pm 27/5/2012
— Los Hermanos












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